quinta-feira

"Eu vi ainda debaixo do sol que a corrida não é para os mais ligeiros, nem a batalha para os mais fortes, nem o pão para os mais sábios, nem as riquezas para os mais inteligentes, mas tudo depende do tempo e do acaso."

Eclesiastes 9


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Hilda Hilst - " A Obscena Senhora D "






( E x c e r t o ) :


“Um dia me disseram: as suas obsessões metafísicas não nos interessam, senhora D,
vamos falar do homem aqui agora.
que inteligentes essas pessoas, que modernas, que grande c* aceso diante dos movietones,
notícias quentinhas, torpes,
dois ou três modernosos controlando o mundo,
o ouro saindo pelos desodorizados buracos, logorréia vibrante moderníssima,
que descontração, um cruzar de pernas tão à vontade diante do vídeo,
alma chiii morte chiii,
falemos do aqui agora."


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Primeira Edição : Massao Ohno - 1982 . Relançado pela ED.Globo , em 2001 ( 108 págs ) .
Preço na Livraria Cultura : R$ 20
Conjunto Nacional . Av. Paulista, 2073 - São Paulo



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quarta-feira

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* E R R A T A :

O título do poema citado no 'post' anterior : -- “De manhã escureço / de dia tardo [...]” -- é "Poética" e não , conforme escrito, "Meu Tempo é Quando".



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terça-feira

:: V I N Í C I U S ::


Ciclo Vinícius de Moraes: Meu Tempo é Quando" . Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB - Rio / 1990 .


Foto : Adriana Paiva


Projeto Vinícus no CCBB do Rio . Foto de Adriana Paiva

* ( Terceira atriz, da esq. para a direita : Zezé Polessa) .




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:: VINÍCIUS 2 ::


A montagem abaixo foi feita no meu antigo ampliador ' Minolta' .
Este alvorecer em Brasília foi registrado através da janela da sala do apartamento onde eu morava , na 112 Sul .
Vinícius de Moraes escreveu * " Poética ", em Nova York ( 1950 ) .







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:: VINÍCIUS 3 ::


Aproveito o mote deflagrado por Vinícius para desvelar mais uma de minhas insuspeitadas experiências.

Abaixo, detalhe do roteiro da peça "Vinícius - 70 Anos", encenada pela turma de "Teatro 1", da EAV / Parque Lage , em 1983 . A direção ficou a cargo das professoras / atrizes Maria Pompeu e Aracy Cardoso.

Minha primeira fala : "Filhos?"





Para confesso júbilo de meus pais, meu senso (auto) crítico , naquela época , já era bastante aguçado . Não tivesse achado vexaminosa a minha performance, no ano seguinte estaria , provavelmente, prestando vestibular para Teatro, na UNIRIO . Como vêem , poupei-nos a todos.
Minha avó, no entanto, mantém-se inconformada.

Mudei-me para Belém em 85 e não soube mais da maioria dessas pessoas . Recordo-me de alguns : César ( o psiquiatra quarentão :-) , Bebel ( ' De Plá ' ) , Cínthia ( jornalista - acompanhava-me ao violão, em ' Rosa de Hiroshima' ) , Darcy, Marluce , Cláudia ...

Quantos terão apostado em sua veia histriônica ?

Quantos transitariam por estas plagas?

Respostas para :: Olhar Peripatético





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(C o ) i n c i d ê n c i a s


Bom, depois que a Gláucia, achou o Carlinhos 'Mago' , no interior do Rio, tudo é possível .
Lembram-se do Carlinhos? O ripongo que vendia brochuras com fábulas escritas à mão , na porta da EAV ?

Pois é, o Carlinhos foi um dos personagens entrevistados pela Gláucia ( Estadão ), em março do ano passado, para a matéria ""Os hippies, vejam só, tiveram filhos caretas".

(Excerto) :

" (...) VISCONDE DE MAUÁ - Com cabelos desalinhados, barba longa, bolsinha colorida a tiracolo e roupa surrada, Don Carlos, de 60 anos, é um típico remanescente do movimento hippie. Não tem casa. Dorme sobre papelões, nas calçadas. Já viveu em comunidades alternativas, viajou a pé por quase todos os países da América do Sul. "Sou hippie, sou do mundo, gosto mesmo de andar sujo por aí."

[ Leia + ]


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Raio de mundim pequeno , sô ...



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sexta-feira

"O dragão tecnológico e os desejos jamais satisfeitos" (Excertos)

Ciro Marcondes Filho

(...) A criação de espaços na realidade virtual tornou possível a navegação por territórios extraplanetários das ondas elétricas, estabeleceu lugares de troca comum com um território virgem da exploração humana: no espaço das redes. Isso significou tanto a relativização (e, portanto, o desinvestimento) dos espaços físico-reais da geografia, mas também do corpo humano, como a possibilidade de existência em um tempo extra-cronômetro, o tempo da virtualidade. Essa reelaboração das duas dimensões clássicas da física abriu para a humanidade um campo tanto fascinante quanto preocupante, tanto deslumbrante quanto inesperado, tanto novo quanto sorrateiro, tanto estimulante como amedrontador, pois o encaminhar das pessoas por esse novo mundo de forma nenhuma pressupõe uma previsibilidade, uma segurança, uma garantia de tranqüilidade e ancoramento no que quer que seja.

Os sistemas eletrônicos têm a capacidade de absorver seus próprios erros, as influências externas, as ineficiências, e elaboram respostas adaptativas cuja capacidade para compreendê-las e segui-las estará cada vez mais fora de nosso alcance. De algum tempo para cá os homens atuam mais como alimentadores dessa máquina, espécie de dragão a ser sistematicamente abastecido com novos chips, novos programas, novos processos, sempre assustadoramente mais rápidos que os anteriores, mais capazes, mais amplos (...)

Por isso os jornalistas da atualidade, mesmo os mais informados e mesmo aqueles que trabalham nos centros nevrálgicos da economia mundial, pouco podem prever onde vai dar tudo isso. Tampouco, naturalmente, essa massa de entusiastas das conversas eletrônicas, do correio, da realidade virtual, que se coloca diante da máquina como se operasse joguetes eletrônicos de guerra, de emocionantes perseguições de criminosos, de aventuras em castelos ou labirintos tenebrosos.

O deslocamento dos interesses para o mundo da realidade virtual é, por isso, mais problemático do que a dispersão das pessoas nos espaços clássicos de fantasia dos filmes, da literatura, do teatro, e de todas as formas estéticas que jogavam com a representação da vida. A virtualidade não é o contraponto do mundo real (...) mas é outro mundo. Um mundo para o qual o conceito de "fuga" não se adapta, pois esta é sempre correlata à situação que a possibilitou. No mundo das realidades virtuais trata-se de efetiva transferência, de deslocamento, de mudança para num território onde os conflitos desaparecem, onde a miséria e a dor não existem, onde as trocas sexuais não portam perigo, onde o Mal foi efetivamente banido. Supra-sumo, assim, da idéia de paraíso, possível antes da morte e mesmo aos pecadores.

(...) A realidade virtual é uma viagem, uma despedida deste território poluído, desigual, desumano, marcado pela violência e pela destruição, um acomodar-se no paraíso realizado das novas tecnologias, no prazer inofensivo de simplesmente desligar-se de tudo (...)

Talvez estejamos nos tornando cada vez mais estranhos, uns aos outros. Talvez estejamos atrofiando nossa sensibilidade tátil, nosso olfato, a capacidade de sentir o calor, talvez mesmo a própria presença física do outro - sua exsudação, a lubrificação de seu sexo, o frisson de tocar sua pele, seus cabelos, seus órgãos, seu corpo (...)

Essa segurança acabamos por comprar pagando com nosso lado humano. A questão é saber se a troca é vantajosa, se a compensação no final justifica, pois, quando a máquina é desligada reaparece o vazio existencial e cada um tem de acertar as contas com sua própria miséria. Isso porque a viagem não nos altera, nem ao nosso mundo, apenas antecipa com pequenas mortes nossa brevidade existencial. Paradoxo do novo século: por um lado se busca estender a longevidade dos homens, por outro, se lhes subtrai, a cada dia, um pouquinho da vida efetiva, deixando-lhes somente a excitação, o estresse e os desejos, que sempre são renovados mas jamais efetivamente realizados.


Revista Espiral - Ano 2- Núm.8 ( Julho / Agosto / Setembro de 2001)

Ciro Marcondes Filho é Prof. Dr. em Ciências da Comunicação e coordenador geral do 'Núcleo José Reis de Divulgação Científica' (função que exerceu também no extinto Coletivo NTC-SP)

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A revista "Atrator Estranho" ( veja mais abaixo) e o livro "Pensar Pulsar - Cultura Comunicacional, Tecnologias e Velocidade" -- produtos do citado "Coletivo NTC" -- constavam , pelo menos até o ano de 1998, da bibliografia básica da disciplina "Sociologia da Era Virtual", do curso de Comunicação / Jornalismo da ECA/USP

[ Adriana Paiva ]



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"Destinos da sexualidade na era tecnológica" (Excertos)

Poucos têm se dado ao trabalho de pesquisar as conexões entre sexualidade e os novos meios de comunicação eletrônicos. Há um abismo entre os mais recentes desenvolvimentos da psicanálise e os últimos artefatos que chegam ao mercado, derivados da computadorização ou constituintes do novo habitat do homem telemático (...)

Vivenciamos, através das novas criações da realidade virtual, a possibilidade de romance, sexo, voyeurismo eletrônico, de todas as formas de contato "físico" distintas das que a humanindade conheceu em toda sua existência. Isso levanta problemas absolutamente novos nas relações humanas.

(...) O que incomoda, não obstante, é o uso social e os mundos que se descortinam com essas novas possibilidades eletrônicas. Sabe-se que a sociedade de consumo, modelo disseminado no pós-guerra, gerou formas diversas de angústia. Angústia de homens em sociedade de massas que se situavam absolutamente sós no meio da multidão. Sós em massa . A angústia acabou por se consolidar como reservatório de onde a indústria da publicidade recolhia seus motivos para os apelos de consumo. A angústia gerou, como se sabe, a "consciência feliz" de Marcuse. A tecnologia talvez esteja potencializando tudo isso, já que põe à disposição dos homens, em qualquer parte do mundo, possibilidades infinitas de pseudo-satisfação (...)

Parece que a indústria eletrônica nos separa ainda mais da idéia de satisfação, ampliando vertiginosamente o círculo vicioso do desejo, da lacaniana inalcançável realização, que já era difícil nos tempos de sexo realizado com dois corpos presentes, que se tocavam, se acariciavam, se beijavam e se penetravam.

Todo o mundo eletrônico é essencialmente mental, quintessência da realização mentalizada e puramente imaginária da sexualidade (...) Que misteriosos seres, desconhecidos e novos desejos constituirão o mapa da sexualidade eternamente não resolvidada nova humanidade ?



Fonte: Revista 'Atrator Estranho' - Núm. 16 / Coletivo NTC - Núcleo de Estudos e Pesquisas em Novas Tecnologias, Comunicação e Cultura - USP




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Um acréscimo -- da lavra de Baudrillard -- àquela polêmica sobre blogs e congêneres:

"Há no cyberespaço a possibilidade de realmente descobrir alguma coisa ? Internet apenas simula um espaço de liberdade e de descoberta (...)
Não mais outro em face, e nada mais de destino final. O sistema gira, desse modo, sem fim e sem finalidade. Resta-lhe a reprodução e involução ao infinito.
Daí a confortável vertigem dessa interação eletrônica e informática, como uma droga (...)

O fato de que a identidade seja a da rede, não a dos indivíduos, e que a prioridade seja dada antes à rede do que aos seus protagonistas, implica a possibilidade de dissimulação, do desaparecimento no espaço impalpável do virtual, e de assim não ser mais localizável, inclusive por si mesmo, o que resolve todos os problemas de identidade, sem contar os problemas de alteridade (...)

A atração das máquinas virtuais origina-se , sem dúvida menos da sede de informação e de conhecimento, ou mesmo de encontro, do que no desejo de desaparecimento e da possibilidade de dissolução numa convivalidade fantasma. Forma de pairar que simula a felicidade; evidência de felicidade precisamente pela ausência de razão para tanto."


( Jean Baudrillard - "Tela Total" - Págs 148/149)

Muitas passagens do artigo (publicado, originalmente, em 1996, no jornal Liberatión) permanecem atuais.
Aliás, tiradas pouco entusiásticas sobre as comunicações na rede não partem apenas de pensadores tidos como radicalmente anti-WEB , como Jean Baudrillard e Paul Virilio . No Brasil, visões igualmente pessimistas continuam sendo corroboradas dentro da academia, em núcleos de discussão como os criados na FAC/UnB e na ECA/USP . Nesta última, cabe citar os exemplos dos diversos projetos originados a partir do extinto 'Coletivo NTC' e vinculados ao ' Núcleo José Reis de Divulgação Científica' .

[ Adriana Paiva ]

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quinta-feira

Momento Palíndromo 3

Muito bacana a iniciativa do Pedro Meyer! Fiquei arrepiada !! Linda conjugação :







[ Veja +]

Momento Palíndromo 2


Fotografaram ? Brindaram ?


Nós, aqui, brindamos, oramos, mas não fotografamos :-))


Ontem, fiquei sem o principal PC de trabalho, praticamente o dia inteiro.

Resolvi desinstalar o Morpheus e acabei corrompendo uma série de arquivos. Não conseguia mais abrir nenhuma pasta do Windows. E como é neste computador q estão meus principais acessórios/periféricos (scanner de negativos, gravad. de CD, cable modem, etc.) , passei o Tri-palíndromo ouvindo música com os amigos e assessorando o técnico no conserto do computador.

Quando me dei conta, já havia passado das 20:02. Contudo, não deixaria esvair-se assim o ensejo para celebração. Inspirada em um mote singelo, mas poderoso, lido recentemente num blog do bem, falei : "Pessoas, já pontificava uma fada da WEB com sabedoria : "Gente quer gente ! ".

O técnico pensou que eu tivesse surtado :-))) Brindamos , oramos e rimos , para além dos 60s em que os relógios acusavam 20:02.

:-)))


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"Tergiverso , depois explico"


Circularidade e suas deletérias consequências


Por Adriana Paiva


Li no InternETC os comentários deixados acerca da função/importância dos blogs. Também indago-me sobre o que, a essa altura, os teria suscitado :-) Faria apartes a várias das colocações, entretanto, conheço bem o destino reservado às controvérsias do gênero : Bifurcam, ramificam-se um pouco mais e ... vão para o limbo.

Outro resultado -- quase sempre, indefectível --, desse tipo de discussão é um certo desgaste com os demais "debatedores" :-) Algo que, por uma questão de política de "webvizinhança", se deve evitar (ainda que à custa de alguma tergiversação no próprio blog :-)

Penso que não se trata, como arriscou alguém, de repercutir fatos "positivos" ou "negativos". Trata-se, antes, de tentar utilizar este espaço para gerar e aprofundar discussões. Papel que as listas de discussão -- muitas delas conduzidas como feudos -- vinham-se provando ineptas para cumprir.

A meu ver, essas listas pouco propiciam, além de debates superficiais, polêmicas pulverizadas, diálogos truncados .
Afirmo isso, baseada na experiência de participar (ativamente ou como lurker :-) de grupos de discussão na rede, desde 98. Poucas vezes vi questões nascidas no âmbito desses grupos extrapolarem os limites do "papo de galera" ou do blá-blá-blá inócuo entre fulaninhos desse ou daquele métier.

Os blogs -- refiro-me aos mantidos por brasileiros -- , infelizmente , começam a reproduzir os mesmos vícios.


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Tentando não Tergiversar...

Palíndromo, Dromocracia e Blogs

Perguntaram-me por que razão estou "estranhamente sarcástica e evasiva " hoje.
Pouco elucidativa, respondi : "por uma série de motivos...ficaria extenuada se me pusesse a listar..." Aqui, entretanto, sinto que tenho a obrigação de esclarecer, porque, como escreveu alguém -- numa das dezenas de listas que assino --, não mantenho este blog como uma espécie de "meu querido diário" :-)



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Momento Palíndromo

A Suely mandou-me um e-mail convidando a dar uma olhada na foto que ela enviou para o Zone Zero.

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Ante-ontem, conversando com o André Arruda (fotógrafo/ jornalista carioca) por e-mail, perguntei-lhe o que registraria no "dia da Capicua". Ele me disse que às 20:02 do 20/02, estaria sob o chuveiro...naturalmente, preparado para a foto :-)

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Hj, lançaria a série "SOLILÓQUIOS ENSOLARADOS"...
:-( Mas, tá chovendo...
BTW, o AJATO já se pôs a baloiçarrr...

Pensarei em outros títulos . Talvez:

Monólogos desavergonhados ?... (Hummm, legal...assumido)
Eu, eu mesma e Adriana...
Devaneios de uma navegante libertária...
Monólogos Platônicos...
Pontifico, logo existo...
Mi ecran es mi espejo...

(c) Adriana Paiva 2002 - Todos os direitos reservados

Puxa...agora bateu saudade de minhas primeiras oficinas de texto na FAC/UnB...88,90...

Numa delas, fui aluna do Climério Ferreira (de um grupo que fez sucesso nos anos 70: Clodo, Climério e Clésio).
Climério foi parceiro do Fagner em algumas canções ; entre elas, "Revelação".

Corajosa saída colocar um compositor/artista para lecionar dentro de uma faculdade de comunicação.

Nossos "brainstorms" em "Oficina de Texto 1" redundaram num livrinho bastante pretensioso :-) cuja edição eu coordenei.

A disciplina do Climério funcionava como interessante contraponto a tts matérias teóricas e técnicas que tínhamos que encarar.

Nelson Pereira dos Santos também andou lecionando na FAC.

BTW, vanglorio-me (sem o mínimo esboço de pudor) de ter sido aluna de caras como Carlos Chagas, Sérgio Dayrell Porto, Vladimir Carvalho, Luís Humberto...


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Certa vez, picharam uma estátua do John Lennon que ficava entre a reitoria, o fumódromo e a biblioteca :

"O que é bom para a UnB, é bom para o resto do País" ...

Em função da profissão do meu pai e de nossos constantes deslocamentos, estudei em outras universidades, Brasil afora. Fico tentada a subscrever.




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Ohhhh...Mais uma ocorrência de palíndromo =:-o

Desta vz, no contador deste blog : 1111

Banzai !!!
Cheers ! Tim-tim !

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quarta-feira

M O T E


"ZELIGato"



Deixei no mural do InternETC :

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Uma graça a "CopyCat", não?



Confesso, no entanto, que no dia em que abri o "Estadão" e fui p/ o txt
embaixo da foto da pequena "Cc", senti vertigem à primeira leitura .

Jeffrey Kluger escreve na "Time" que a gatinha traria o condão
emocional q faltava para desarmar boa parte da opinião pública. No subtítulo da matéria, ele questiona : "Se o primeiro bicho de estimação clonado pode desmanchar o seu coração, então, como você vai reagir quando vir a primeira criança clonada?"


E continua :

"Com os seus grandes olhos redondos, o seu focinho em forma de botão e sua expressão que parece querer dizer "estou pronta para a brincadeira", a gatinha chamada cc (iniciais das palavras "cópia carbono" ou ainda da expressão inglesa "copy cat" - alguém que imita os outros) tem uma cara pela qual é praticamente impossível não se apaixonar, o que pode ajudar a explicar por que a hostilidade que costuma acompanhar em geral todas as notícias referentes ao assunto da clonagem foi praticamente abafada pelo som dos arrulhos que todos os meios de comunicação emitiram em coro (...)"

TIME MAGAZINE - 18/02/2002


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Reitero o agradecimento à Cora Rónai pela elogiosa menção a este recém-nascido blog. Obrigada!!!


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O convite do Pedro Meyer para celebrarmos o triplo palindromo, fazendo FOTOGRAFIA , tb é comentado e reforçado por Cora:

"Esta nota foi deixada nos comentários a respeito do Momento histórico no seu relógio digital, do Cat, pela Adriana Paiva (...) Vejam que interessante:

"(...) So why not celebrate this event? Please send us your pictures taken at that exact moment in any place you find yourself. We will publish it here in ZoneZero it will be fun to see what happens. Please send the images in jpeg format 640 x 480 pixels to the following
address: bravo@zonezero.com Please do not forget to include your name and where the image was taken, or anything else you might wish to write. Good luck! Pedro Meyer" "


LEIA+




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segunda-feira

M O T E




(Arte: Adriana)

Momento histórico no seu relógio digital

"Reúnam a família, chamem as crianças e os vizinhos, pois no próximo dia 20 de fevereiro, às 20h02m, haverá em cada fuso horário do planeta um momento numericamente histórico, que não será assinalado por festas com fogos de artifício, nem badalar de sinos, nem paradas pelas ruas. Naquela hora específica daquela data específica, acontecerá algo que só duas vezes ocorreu antes e apenas mais uma vez ocorrerá no futuro. As duas ocasiões anteriores se deram há 1001 e há 891 anos, respectivamente (...)"

(Artigo de Carlos A. Teixeira - Parabólica / O Globo - Citado por Cora Rónai ).


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Foto : Pedro Meyer




' Aequalis et Congruens '


Por Adriana Paiva


O fotógrafo mexicano Pedro Meyer ( editor do excelente "Zone Zero") anuncia que exporá nas páginas de seu website fotos registradas durante os 60 segundos em que os relógios digitais (padrão dd/mm) mostrarem os números em perfeita simetria : 20:02 - 20/02, 2002.
As imagens , no formato JPEG ( 640 X 480 pixels) devem ser enviadas para o e-mail bravo@zonezero.com, juntamente com texto contendo : nome do autor, local onde a tomada foi realizada e outras informações que forem consideradas relevantes.

sábado

EM TEMPO :


Márcio Okabe, Mário Nascimento (ambos, ex-Tomate), Alex Buelau e Cláudia Falcão assinam o novo website da Verve Comunicação.

Um sistema similar de gerenciamento e publicação de arquivos será implementado em outros dois projetos nossos : a Kalix Magazine e a Verve Press.


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Marisa Monte - Memórias, Crônicas & Declarações de Amor - Credicard Hall/SP (Maio 2001)



Lobão - Recife 1996



Estas e outras fotos encontram-se disponíveis em formato ' wallpaper ' no site da Verve e fazem parte de um banco de imagens construído ao longo dos últimos 17 anos.

Gostaria de agradecer ao Dennis, do Caderno Mágico, pela simpática mensagem enviada em resposta a uma intervenção que fiz em seu blog . O assunto -- também comentado por aqui -- era a coletiva dada pelo publicitário Washington Olivetto, no último dia 7.

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Aliás , o artigo do Guilherme Fiuza no NO. -- cuja leitura indiquei aqui -- , já havia tido o feedback de pelo menos 30 outros atônitos cidadãos, na última vez em que passei pela seção de cartas.

Interessante verificar o sentimento de culpa manifesto por alguns leitores ao compararem o tom crítico de suas mensagens à gravidade da experiência vivida por Olivetto. Melindre compreensível , conforme reforça Fiuza em seu artigo, quando se considera que uma parcela respeitável de brasileiros mantinha-se apreensiva por causa do silêncio em torno do sequestro do publicitário.

Washington Olivetto, durante a longa entrevista não logrou estabelecer qualquer empatia com os espectadores que aguardavam o desenrolar bem-sucedido daquele episódio.

Se estivesse em seu juízo perfeito, o comunicólogo Olivetto talvez se lembrasse que superexposição e verborragia , quando combinadas , ganham potência suficiente para esvaziar qualquer apelo.

[Adriana Paiva ]


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sexta-feira

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E v e n t o s


I M P R E N S A

Jornalistas debatem "O País no Jornal"


A Folha de S. Paulo e a editora ' Publifolha ' realizam, na próxima segunda-feira (dia 18) , o debate "O País no Jornal".
Durante o evento, que encerra as comemorações pelas oito décadas de existência do diário paulistano, será lançado o livro "Figuras do Brasil - 80 Autores em 80 Anos de Folha". A coletânea, organizada por Arthur Nestrovski, traz textos de Monteiro Lobato, Caio Prado Júnior, Oscar Niemeyer, entre outros.

Horário : 21h - Local: Teatro Folha ( Shopping Pátio Higienópolis - AV. Higienópolis, 618, piso 2 ) . Entrada Franca .
As inscrições para assistir ao debate podem ser feitas pelo tel. 3224-3473, das 13h às 17h.

[ Adriana Paiva ]


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C I N E M A


CCBB-SP APRESENTA A NOVA GERAÇÃO DO CINEMA PAULISTA


O evento reúne os cineastas estreantes em longa-metragem, no período da chamada Retomada do Cinema Brasileiro.

Serão apresentados 25 filmes (finalizados a partir de 1995) , incluindo algumas das mais elogiadas obras nacionais desse período, como ' Bicho de Sete Cabeças ' ( Laís Bodanzky ) , ' Um Céu de Estrelas ' ( Tata Amaral ) , ' Os Matadores ' (Beto Brant) e ' Nós que aqui estamos por vós Esperamos ' ( Marcelo Masagão ) .

Serviço:

" Cinema Paulista: Retomada com Renovação "

De 20 de fevereiro a 3 de março de 2002.
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo - Rua Álvares Penteado 112 - Centro - São Paulo . Tel (11) 3113.3651/ 3652.
Ingresso: R$ 8,00 (Cinepasse, válido para todas as sessões).

Fonte : Newsletter Pedro Paulo Pelicano


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Alegria ! Alegria !

Para os que já se recompuseram da farra momesca, e para quem preferiu ficar à margem da folia, dicas para o fim-de-semana em SP:

[Adriana Paiva ] >>>>

M Ú S I C A

Karnak - Dia 16 (sáb), às 21 h . SESC Pompéia .
Arnaldo Antunes - Domingo 17 - 19h. SESC Pompéia,
Orquestra Filarmônica de São Bernardo do Campo, domingo, 17h, no SESC Ipiranga (entrada franca).

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O Projeto O Autor na Praça promove, este final de semana, um encontro entre cartunistas.
Horário e Local: Sábado, às 14h, no Espaço Plínio Marcos da praça Benedito Calixto ; domingo, também às 14h, no Espaço Lélia Abramo ( Praça Júlio Prestes, Centro ).

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T E A T R O

O AVARENTO ( Molière)
Tradução e direção: João Bethencourt. Com Jorge Dória, Henrique César, Gustavo Ottoni, Marcio Ricciardi e outros.
-- Estréia hj, sexta-feira (15), às 21h -- ;

Horário : Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h.
Local : Teatro Hilton (Av. Ipiranga, 165, centro, SP, tel. 3259-6508).

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A Nau Dos Loucos - Stultífera Navis, de Luis Alberto de Abreu, com Aiman Hammoud, Ali Saleh, Edgar Campos, Mirtes Nogueira e Wilson Julião.
Horário: Sex. e sáb., às 20h30 ; dom., às 19h
Local: Teatro Paulo Eiró

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segunda-feira

Feira de moda - Recife - Pernambuco

Mercado Pop - Recife , 1997 . Foto : Adriana Paiva


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M O T E


" REC BEAT : Manguetown reclama falta de representantes do 'mainstream' "

( A chamada é minha, mas a matéria saiu no e-zine A Ponte . Veja excerto ) :

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" (...) Para explicar a ausência de artistas do 'mainstream', o argumento de Gute é muito bom. "Como o festival é gratuito, eu não sou escravo da bilheteria. Assim, tenho a liberdade para fazer uma festa que prima pela qualidade e pelo inusitado. Estou trazendo bandas que, de outra maneira, não viriam tocar aqui (...) "

( Ivan M. Filho )


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Complexo de Greenville

( Por Adriana Paiva )


Mainstream ??! Qual o assunto ?? Festival de Berlim ? Sundance ?! O último filme do Todd Solondz ? Ah ... Não ?
Por essas e outras, é que Seu Suassuna não dá descanso :-) . Paraibano, radicado em Pernambuco, o escritor talvez seja o mais implacável detrator desses enxertos anglófilos na língua portuguesa. Aliás, por motivos semelhantes, Ariano Suassuna jamais enxergou legitimidade no movimento manguebeat. Ele nunca escondeu que julgava sacrílega a fusão de maracatu e batidas eletrônicas. Nem o "Science" escolhido como complemento para o nome artístico de Chico , Suassuna chegou a tolerar.

Há algumas semanas, o músico Otto (ex-Mundo Livre S/A) podia ser visto pagando mico de espécie similar no Programa do Jô. Afoito em elucidar o sentido do trocadilho no título do recém-lançado CD, Condom Black, Otto reconheceu não ter grande intimidade com a língua inglesa. Nem a observação do apresentador sobre o inglês incorreto do título arrefeceu o entusiasmo do moço, que não parava de repetir : "condomblack, candomblé, camisinha preta...entende?"

Os recifenses da ala "mudérna, visse?!" , vez por outra, apresentam sintomas da praga. Chamo a contumácia de "complexo de Greenville" . Lembram do folhetim global ? Então, Greenville era a cidade fictícia onde se passava a trama de uma das trocentas novelas de temática nordestina que a Globo já levou ao ar . Em suas falas carregadas, os personagens entremeavam "nordestinês global" (algo entre acento sergipano e o sotaque recifense) com aquele inglês aprendido no jardim de infância.

O resultado, embora exasperante, soava familiar. Sobretudo , para quem, como eu, já residira pelas bandas onde os autores, supostamente, foram buscar inspiração.
Morei em Olinda durante 8 meses, entre os anos de 1996 e 1997.
A convivência -- ainda que pouco estreita -- com a "nata intelectual" do lugar, nesse período, foi-me suficiente para suspeitar que o cacoete retratado na novela -- levada ao ar 2 meses antes de eu me mudar de Olinda -- era uma sátira com foco definido . Gozação do autor Aguinaldo Silva (pernambucano de Carpina) com os "esclarecidos" da capital ?


* * * * * *

Da Lama -- Apesar da resistência de ilustres como Suassuna , o movimento mangue (beat) deu sinais de que poderia livrar esse povo de um mal que, de resto, não acomete apenas nordestinos.
Chico Science & NZ , Fred 04 e Cia., ao mesclarem elementos da cultura pernambucana a ritmos e signos da modernidade lograram desvelar, para olhos e ouvidos nativos --ainda que por caminhos nada ortodoxos -- a beleza de suas próprias raízes .
Mesmo não podendo prescindir do aval dos pen$antes da banda sul do país -- leia-se MTV / SHOWBIZZ --, o mérito dos "caranguejos com cérebro" não pode ser reduzido.


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Mas, como dizíamos, a tribo dos "caboclos querendo ser ingleses" não se espalhou somente da região sudeste para cima. Representantes da estirpe há em todas as capitais, no interior, no bairro dos Jardins, na Boa Viagem, na Barra da Tijuca, onde quer que se ande.

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É Carnaval ! Trégua, ôxi !


Os festejos de Momo, no entanto, parecem vir redimir alguns desses brasileiros do pecado de negação das origens.
As cidades de Olinda e Recife , nessa época, são invadidas por frevos, maracatus, caboclinhos, troças, homem da meia-noite, mulher do meio-dia, galo da madrugada...
Pernambucanos de todas as classes juntam-se aos turistas nas ruas e ali se testemunha um festival de timbres, melodias, batuques e cores que, arrisco dizer, não tem-se hj o ensejo de assistir em nenhum outro lugar desse país .


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[ Por Adriana Paiva ]

sábado

São Paulo, hoje, sob frio atípico e eu hesitante entre pegar um avião para o Rio ou para Salvador.
Ir para o Rio agora, no nível de stress em que me encontro, não seria justo. Gostaria de rever minha família em condições físicas e mentais que me propiciassem fruir ao máximo de sua companhia. Saudade desse convívio.
Como muitos de minha geração, devo pertencer àquele grupo -- notoriamente, gauche :-) -- dos "adolescentes tardios". Saí de casa, outro dia... aos 32 anos...
Entre minhas certezas, uma é corroborada diuturnamente : não quero viver longe deles.

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Charge do LUTE, colega de nossa fiel colaboradora Margarida Hallacoc , no jornal "Hoje em Dia" :


Charge por Lute do jornal Hoje em Dia


Belo Horizonte, Sábado 09/02

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Mezzo Garoto-Bombril - Mezzo Patrícia Abravanel


Guilherme Fiúza, do NO., reforça o coro dos estupefatos brasileiros anônimos e criva seu
Ponto-de-Vista no "bravo" Olivetto :

"Constrangimento ao Vivo" - 08.Fev.2002 - ( Excertos )

(...) Pelo teor e o rumo do depoimento, pode-se concluir que o seqüestro foi só um mote, um "gancho" para que o Brasil conhecesse melhor Washington Olivetto. Bravo, doce e inteligente, ele também é, em seu auto-retrato, um homem do povo . (...) O problema talvez tenha sido os longos cinco dias entre a libertação e a entrevista. Às vezes, o melhor remédio contra a falta de autenticidade é o susto, que extermina os artifícios (...)

[ Leia o artigo completo ]

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" Que delíiiicia ser acarinhado assim ! "

Comentários de Dennis D. (Caderno Mágico...) acerca das declarações infelizes do "gênio criativo da propaganda" , W.Olivetto, durante a "entrevista-de-cúpula" que concedeu no último dia 7 . Excertos :


Quinta-feira, Fevereiro 07, 2002

Lavou... “tá limpo”! Ou... “Tudo como dantes no quartel de Abrantes”.

" (...) É... depois de todo o horror de um confinamento inumano, depois de todo o desespero e sofrimento que deve ter sentido, o publicitário Olivetto não parece ter extraído nenhum aprendizado relevante, filosófico ou moral, a partir de sua própria dor. Ao menos na entrevista coletiva que acabou de dar, ele demonstrou a desenvoltura cênic a de quem ainda lambe os beiços com as celebrações pagãs da mídia. No fundo, Olivetto é um sacertode das celebrações mercadológicas, e o ato que a imprensa registrou foi mais uma “missa ao deus do consumismo selvagem”.
Pensemos em quantas coisas sérias, importantes e preciosas ele poderia ter dito... mas, não! (...) Conclusão óbvia: a dor de ter sido violentado em seus direitos mais fundamentais não ofuscou o falso brilho de sua vaidade pessoal. Não disse ele que o longo confinamento o fez reavaliar aspectos e destinações da vida humana (...) Brincou, gracejou, e anunciou que irá fazer uma deliciosa viagem internacional... Parabéns, W. Olivetto! O aviltado povo brasileiro, confinado pelo medo e seqüestrado em seu direito de caminhar livremente pelas ruas... não tem meios de fazer deliciosas viagens internacionais (...) O senhor não aprendeu coisa alguma com a sua dor! "

Dennis D. - Caderno Mágico do Dennis

sexta-feira


"Sequestro, Holofotes e Marcas - Parte 2"

O jornalista Pedro Paulo Pelicano publicou hj em sua newsletter:

"LILIAN SOLTA A BOCA"

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JORNAL DA LILIAN
http://www.terra.com.br/jornaldalilian/

08 de Fevereiro de 2002


Bom dia.

A entrevista coletiva do publicitário Washington Olivetto, ontem de manhã, foi, sem dúvida, um dos principais fatos do dia. Foi a primeira vez que ele saiu de casa desde sábado, quando acabou o martírio de 53 dias a que o sujeitou aquele bando de seqüestradores, literalmente, hediondos.

ASSESSORIA DE IMPRENSA PRIVILEGIA A GLOBO

Olivetto respondeu às perguntas de 13 jornalistas escolhidos a dedo pela Companhia de Notícias, a empresa de assessoria de imprensa contratada para a organização do evento - que, aliás, foi concorridíssimo. Em meio a 79 jornalistas inscritos para fazer perguntas, a Companhia de Notícias resolveu privilegiar a TV Globo, garantindo a dois de seus repórteres o acesso ao microfone, enquanto representantes de outros veículos de comunicação ficaram caladinhos. "Resolvemos priorizar os grandes veículos", diria depois o dono da Companhia de Notícias, João Rodarte.

E EXCLUI EDITORA ABRIL DA LISTA DOS "GRANDES VEÍCULOS"

Então tá. Sendo assim, a Editora Abril, por exemplo, não está entre os grandes veículos - pelo menos não na opinião do sr.Rodarte. Mas a Rede TV (com todo respeito) está. E os jornais impressos então? Dois puderam falar: Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo e olhe lá!

GLOBO É A QUE IGNORA APELO DA FAMÍLIA EM NOME DA VIDA

Resultado: premiou-se justamente a empresa que não acata o pedido das famílias para que os meios de comunicação se calem sobre o seqüestro até o desfecho do caso - uma exigência que, segundo a polícia e os parentes de pessoas que já foram seqüestradas, os bandidos costumam fazer sob a ameaça de matar a vítima. De uns tempos pra cá, a TV Globo passou a ignorar esse tipo de apelo (como ignorou, inclusive, o pedido da família de Olivetto).

Ainda que a Globo seja, como de fato é, a mais poderosa dos meios de comunicação do Brasil, pergunto-me se já não teria sido suficiente "homenageá-la" com o direito à abertura do interrogatório, o que, de fato, foi feito.

DECISÃO DE ASSESSORIA DEPÕE CONTRA TODOS; GLOBO ESTAVA CERTA

Não foi, enfim, uma atitude decente nem democrática, para dizer o mínimo. Depôs contra a própria W/Brasil, contra Washington Olivetto, que (felizmente) estava na plenitude de suas faculdades mentais e viu direitinho o que aconteceu, e depôs, principalmente, contra a equipe a quem foi delegada a tarefa de organizar a coletiva.

Só a Globo estava certa. Exerceu - e levou - o legítimo direito de pedir para fazer duas, dez, duzentas perguntas. Eu nunca vi nada igual. Nem em entrevista de presidente da República. Nem na ditadura.

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quinta-feira

Fonte : Wild Pen - Itália



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E por falar nisso ...

O canal MGM reprisará, no próximo dia 17, às 10h30, o episódio da série "Grandes Nomes da Propaganda" , dedicado à W/Brasil .

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Sequestro, holofotes & marcas

Sem querer soar insensível , mas algumas interrogações ficaram pairando após a coletiva do Washington Olivetto, agora há pouco .

Quantas contas a W/Brasil faturará depois desse episódio ? BTW, qtas marcas o publicitário citou ao longo da entrevista ?

Quando serão publicadas em livro as cartas que W.O. escreveu no cativeiro ?


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"Formação Superior em Jornalismo - A Polêmica Continua "

Texto da carta-manifesto que a FENAJ fez circular esta semana :


Somos jornalistas e temos uma profissão: Em defesa da sociedade brasileira

As sociedades contemporâneas, cada vez mais complexas, exigem o conhecimento de assuntos de interesse público que circulam em toda as áreas, da Medicina à Antropologia, da Engenharia ao Direito, da Biotecnologia à História. É preciso saber, no calor da hora, de temas, fatos e versões que ocorrem tanto em tais áreas quanto nas ruas. Para isso, existe um profissional, envolvido diariamente com o seu fazer, que busca informações, as apura, faz entrevistas, contextualiza, registra e edita, para que mais gente, em todas as áreas e em todos os cantos, possa tomar conhecimento e melhor se situar frente à realidade. A este profissional se chama jornalista.

Em escala pública e dimensão planetária, em períodos extremamente curtos (dia, hora, minuto – tal como é o andar diário da humanidade), e em linguagem acessível à população e não hermética, há profissionais que se empenham para esta reconstrução do mundo. A este profissional se chama jornalista.

Sem este profissional, não há jornalismo. Para a informação jornalística é preciso qualidade, são necessários pressupostos éticos, conhecimentos técnicos e tecnológicos – da tevê ao rádio, da internet à revista, do jornal ao planejamento gráfico. Em todas estas coberturas e atividades e para todos estes suportes tecnológicos, é preciso cuidado na apuração, rigor na exatidão, obediência a preceitos éticos, qualidade na produção estética, cuidado e precisão nas conseqüências da forma de divulgação.

Há um profissional que se preocupa com isso. A ele se chama jornalista.

A informação com tais características, produzida por jornalistas, permite à sociedade maior liberdade, além de mais e melhor opção de escolha. Permite melhor escolha e decisão nos caminhos a seguir.

Depois de 60 anos de regulamentação profissional e 80 de luta pela formação superior em Jornalismo, há agora a clara ameaça do fim de quaisquer exigências para o exercício da profissão.

O ataque contemporâneo do neoliberalismo à profissão jornalística é mais um ataque às liberdades sociais e às profissões em particular. Com isso, amplia-se o campo das desregulamentações em geral e aumentam as barreiras à construção qualificada e lúcida de um mundo mais democrático, visível e justo.

O ataque ao jornalismo é também um desrespeito à sociedade, que diminui sua amplitude de escolha, diminui o espaço de liberdade e de confronto de opiniões. Há claros prejuízos à ética profissional e amplia-se o controle sobre quem entra nas redações – do interesse particularizado expresso na contratação de apadrinhados políticos e ideológicos ao aviltamento profissional e salarial, por meio de contrato de pessoas que nada têm a ver com a formação específica na área.

Hoje, já existe liberdade garantida para quem quiser expor sua opinião, como entrevistado ou articulista de uma determinada área. Com a desregulamentação, contudo, perde-se as raízes da vinculação do jornalismo ao interesse público, razão de sua consolidação como profissão nos últimos 60 anos. Com isso, além da própria categoria profissional ter redução de empregos, desprestígio em seu reconhecimento público, a própria sociedade, no conjunto, perde a referência qualitativa dos acontecimentos do dia-a-dia, essenciais para a liberdade de escolha do dia seguinte.

O ataque à regulamentação em Jornalismo atinge profissionais e estudantes, desrespeita as identidades de cada área – e nisso desrespeita também as demais -, e fere frontalmente a sociedade em seu direito de ter informação apurada por profissionais, com qualidade técnica e ética, bases para a visibilidade pública dos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas. É um ataque, portanto, ao próprio futuro do país e da sociedade brasileira.


FENAJ– Federação Nacional dos Jornalistas

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"Coleguinhas, Uni-vos! - O Sítio dos Jornalistas" agora, tb, em versão weblog, no "PICADINHO DIÁRIO".

Conduzido pelo jornalista Ivson Alves, o blog traz "Informações sobre jornalismo & jornalistas atualizadas (quase) diariamente" .
Ivson tb mantém coluna no site "Comunique-se"


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segunda-feira

Ainda, FSM :

Enquete no Le Figaro (03/02) :

Le Forum Social de Porto Alegre, c’est pour vous :

( ) Un gadget qui ne servira à rien
( ) Une mondanité à ne pas manquer
( ) Un lieu d’échanges qui peut changer le monde

Até a hora em que votei -- há poucos minutos -- , vencia a opinião dos internautas que julgam a iniciativa totalmente vã. A ala dos que vislumbram mudanças efetivas a partir dos intercâmbios ali travados, encontrava-se atrás dos pessimistas irremediáveis por uma diferença de 183 votos .
O número de votantes ? Vai lá ver.


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Fonte : Wild Pen - Itália




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sexta-feira

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C L I P P I N G - Ma Shanti Adriana

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL - 01 de Fevereiro de 2002
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LE MONDE - Capa



Manifestation à Porto Alegre le 31 janvier 2002 | AFP - LE MONDE

Porto Alegre : le Forum social est en marche

La première journée du deuxième Forum social mondial s'est ouverte jeudi 31 janvier par une manifestation rassemblant plusieurs milliers de participants, pour demander la paix, revendiquer le droit à la terre ou défendre les droits des homosexuels. Les manifestants ont défilé à travers la ville pendant deux heures dans une ambiance calme et bon enfant, respectant ainsi la volonté des organisateurs de se démarquer des manifestations de Seattle contre l'OMC en 1999 et de Gênes contre le G8 en 2001. + [=]

Fonte: LEMONDE.FR | 01.02.02 |

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A Porto Alegre, une marche contre la "mondialisation néolibérale"
• LE MONDE | 01.02.02 | 11h57
Du Woodstock brésilien aux ONG : cette année, les Américains sont là
• LE MONDE | 01.02.02 | 11h57
Une subvention du Quai d'Orsay à Attac
• LE MONDE | 01.02.02 | 11h57
Porto Alegre : le Forum social est en marche
• LEMONDE.FR | 01.02.02 | 08h23
José Bové appellera à voter blanc au second tour si rien ne change
• LEMONDE.FR | 31.01.02 | 19h03
La parole à la rue
• LEMONDE.FR | 31.01.02 | 18h41
A Porto Alegre, les Français ouvrent le bal en menant leur campagne électorale
• LE MONDE | 30.01.02 | 17h04
Porto Alegre : 5 jours pour construire une autre société de l'information
• LE MONDE INTERACTIF | 30.01.02 | 16h11


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Fonte: LE FIGARO (Capa)

International

Le sommet de Porto Alegre s'ouvre en fanfare

Le deuxième forum social a été ouvert hier à Porto Alegre à l'issue d'une manifestation qui devait rassembler quelque 60 000 personnes venues de plus de 110 pays, dont la liste officielle s'allonge chaque jour. La fête qui a suivi le défilé aurait été complète si elle n'avait été légèrement ternie... + [=]

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FSM pela imprensa brasileira :

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Sexta-feira, 1 de fevereiro de 2002

Fonte: O Estado de S.Paulo
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Chomsky fala de globalização e elogia Serra

Professor americano antecipou alguns pontos da conferência que fará hoje

DANIEL PIZA
Enviado especial + [=]

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Passeata com 50 mil pessoas abre Fórum Social

Único incidente foi a tentativa de invasão de uma casa por punks, impedida pela polícia

WILSON TOSTA e VERA ROSA
Enviados especiais + [=}

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Para Lula, encontro é exemplo de luta pela paz

Presidenciável do PT faz críticas ao Fórum Econômico de Nova York
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PT tenta distanciar-se de figuras como Bové

Partido quer aproveitar o Fórum para mostrar que não é "do contra", mas "propositivo"

PORTO ALEGRE - A cúpula do PT quer evitar este ano o erro cometido no ano passado: o de deixar que o ativista francês José Bové, defensor do protecionismo agrícola europeu, que prejudica as exportações brasileiras, seja o centro das atenções do Fórum Social de Porto Alegre. O PT pretende aproveitar o encontro para se apresentar como um partido "propositivo", livrando-se da pecha de "do contra". Dentro dessa estratégia, precisa distanciar-se de figuras como a do líder camponês, que no ano passado incitou militantes do MST a destruir dois hectares de cultivo de soja transgênica da Monsanto.+ [=]

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Fonte : Folha de S.Paulo

QUAL GLOBALIZAÇÃO?

PORTO ALEGRE

José Dirceu aprova agenda política de Jean-Pierre Chevènement

Presidenciável francês faz pauta antiliberal para 2002 + [=]

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FRASE

"Aqueles que, em nome da globalização, dizem que as nações estão ultrapassadas erram. Sem a soberania dos Estados, a globalização é a lei da selva. Não se deve confundir nação com nacionalismo. Este é uma doença daquela"

JEAN-PIERRE CHEVÈNEMENT

candidato esquerdista a presidente da França


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