quarta-feira

Minutos atrás. Lá


Twitter da jornalista Adriana Paiva


Mal surge a novidade e um punhado de sabichões já está a pontificar , impingir modelos, ditar comportamento.



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terça-feira


Curtas

Foto de Claudio Edinger - Benares - Sacred India

Benares - Índia (1986). Foto de Claudio Edinger .
O carioca é um dos 35 fotógrafos brasileiros a integrar exposição em centro cultural espanhol



O olhar do colecionista


Joaquim Paiva, dono de um dos mais abrangentes acervos de fotografia brasileira contemporânea, expõe parte de sua coleção no Centro Cultural Conde Duque, em Madri. A mostra 'La mirada del coleccionista' reúne 67 fotos pertencentes a 35 autores . As imagens foram selecionadas entre as 1100 emprestadas por Paiva ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM - RJ). A exposição , que tem curadoria de
Blanca Berlin, vai até o dia 23/03 .


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De casa nova

Desde meados de fevereiro, a jornalista Simone Iwasso hospeda seu
Locutório no condomínio Interney Blogs. Atualizem seus bookmarks .



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segunda-feira


Blogosfera


Sorry. Não dá pra não ler .

'Mercia Montenegro' - Uma sátira por Dennis D.


(UPDATE - Aqui, pode-se entender algo sobre a situação que suscitou a paródia ) .





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Rio 92 - Arquivo / Adriana Paiva




Uma outra blogosfera


Suponho que alguns de meus leitores não tenham compreendido o 'post' abaixo . Asseguro que lá estão todos os links para quem julgar que deve fazê-lo .

O texto versa sobre situação que muitos, certamente, não viveram - dirijo-me, agora, a quem começou a ler este blog (e passou a linká-lo) de 2004 para cá e àqueles que bem recentemente criaram seus blogs .

Criei o Periplus em 2002 . Na época em que a "voga Blogger" chegava com tudo por aqui .

Esse texto resvala, ainda, numa tendência incômoda (e bastante freqüente por estas bandas) : a tendência à formação de grupelhos . No caso aludido, grupelhos formados por indivíduos, que não tendo alcançado êxito em outras esferas, passam o tempo a lamber os egos uns dos outros, via-blogs, enrobustecendo, assim, a ilusão sobre seus próprios méritos .

Esse 'post' fará sentido, é certo, para quem viveu e para quem decidiu não mais fazer parte disso .

Exulto com o fato de que, de lá para cá, os blogs tenham-se tornado mais do que diários voltados a egotrips nanicas. Que bom que já não são apenas os frustrados e ressentidos, os que não conseguiram tornar-se escritores e ou jornalistas - sequer críticos profissionais -, a usarem os blogs para se expressar . Que bom que os veículos de comunicação, ainda que tardiamente, também tenham aderido aos diários virtuais .

Deixamos para trás a vila interiorana em que ia-se transformando a blogosfera brasileira naqueles primeiros anos de modismo .
Ampliamos, de forma impressionante, as possibilidades de intercâmbio .

Dito isso, sigamos em frente .




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sábado


Blogosfera


Não mais por hipérboles


Se a mulher nada mais é do que vítima de acusações descabidas, em suma, de monstruosa injustiça -- como alguns, certamente, crêem --, por que, então, as pessoas que agora a "ajudam" não podem ter seus nomes revelados ?

Pensem bem, meus caros, um dos motivos da suposta "discrição" não seria a natureza da ajuda?

Que vexatório, não, se se descobrisse que aquele(a) blogueiro(a) que agora "aparece em jornais" (sonho mal-disfarçado de muitos), se presta a servicinhos próprios de capatazes e estafetas ?
Pode-se facilmente supor o tipo de auxílio solicitado por uma pessoa que todos sabem ser manipuladora, dada a fazer intrigas e promover discórdia .

Por que as pessoas se prestam a isso : a ser títeres nas mãos de uma mau-caráter notória ?
O rabo preso (abomino a expressão, mas vai ela mesmo) implicaria débito maior do que os nada inocentes bombons de cupuaçu ?

Medo?! Li depoimentos, blogosfera afora, dando conta de que as pessoas a temem . Soa ridículo, mas faz um bruto sentido . Penso no que ocorreu comigo . Na época do Collectanea, quando me enchi das tentativas de manipulação e me vi na saia justa de nada poder fazer no caso do blog deletado , uma das ameaças que recebi dessa mulher foi a de que se eu comentasse com outros blogueiros (então, aqui linkados), o que ela havia aprontado, ela me "queimaria no blogverso" (sic) .
Para vocês verem como a criatura deita e rola no apoio recebido dos "bondosos" (penso que alguns, verdadeiramente, o sejam) , para vocês avaliarem como esse "respaldo" (em muitos casos, suspeito) dá à mulher uma desmesurada sensação de poder .

Bem, a ameaça em questão pareceu-me mesmo pífia . Não era "blogverso"(sic) o que me preocupava . Temi -- ingenuamente, agora penso -- por não poder dimensionar o poderio maligno dessa pessoa (para quem ainda não leu, vale buscar se informar sobre as barbaridades ocorridas na Samba & Choro; aqui, se fala sobre o assunto) .
Muito antes disso, já ouvíamos falar de incontáveis casos de pessoas que foram prejudicadas por dementes que agem na Internet . Temi por minha família, por minha empresa . Temi .

Situação pretérita, enfatizo . Tomei uma decisão bem séria . Nesses casos de vileza explícita, não falarei mais por metáforas .

Os participantes da lista "Samba e Choro", prejudicados por essa pessoa, ao que parece, não levaram o caso adiante . Eu, de meu lado, deixo claro : se algum prejuízo me for infligido, não pensarei duas vezes em processar os envolvidos .

Enquanto ela ficar lá, produzindo seu "nada cúbico" (tomo de empréstimo a expressão de outro consternado com a eterna volta da bibliotecária), enquanto ela ficar lá, sem causar danos ... ora, que fique ; não vou pôr em questão o gosto de ninguém (que confundam habilidades ganhas na práxis bibliotecária com erudição - se informação, por si só, fosse poder os blibliotecários já teriam dominado o mundo, não é, William Gibson? - ou que vejam sensibilidade aguda na mais espalhafatosa cafonice) . Agora, o que eu chamo de "complacência para com os sem-ética", bem, tenho fé de que essa percepção também venha a se adensar naqueles que de fato importam .

Sei que o tom é duro . E, francamente, não gosto de usá-lo (quem me conhece sabe em que nível de saturação eu me encontro quando o adoto), mas tudo isso que tardei tanto em extravasar, precisa ficar registrado aqui .


* * *

Claro, há males providenciais !

[ Excerto de correspondência II ]

(Sobre por que, de 2002 para cá, o espectro de 'elos' e leitores do Periplus ampliou-se, tornando-se imensuravelmente mais interessante)

"(...) O que vi construir-se nesse universo que se convencionou chamar de "blogosfera brasileira" foi-me desgostando cada vez mais . Se no real, fujo de fofocas e intrigas e de gente louca por holofotes, por que admitiria "conviver" com isso no virtual ?"


* * *

* Nada Cúbico II

Eis que novamente surge a deixa para reiterar a importância da leitura deste conto modelar :

"Josefina, a Cantora ou o Povo dos Camundongos", de Franz Kafka -- esse , que foi dos mais hábeis perscrutadores das mazelas humanas .

O fiapo de voz da camundonga (pretensa diva) , no que soa de portentoso à massa de "súditos", afigurar-se-á -- a alguns -- bastante familiar .


* (Expressão usada por um meu correspondente)



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segunda-feira


Excerto de correspondência

Tristes pessoas essas que perdoam tão facilmente os maus .



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quinta-feira

Cirque Du Soleil - São Paulo


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quarta-feira

Blogosfera - Um caso de morte forjada


Demorou

Algo mais sobre a mulher e seus heterônimos


Providencial que não se tenha acatado o decreto para colocar-se um ponto final na história "morte e não morte de Meg".

Um parêntese: Antes de me estender sobre o assunto, vou pedir aos leitores do Periplus, sem maior intimidade com o que se convencionou chamar de 'blogosfera' , que leiam o relato completo dos fatos no blog do Alexandre Inagaki . Eu, por minha vez, teci considerações sobre o acontecido , um post atrás .

Depois da, por assim dizer, investigação levada a cabo pelo Inagaki, que concluiu que a morte anunciada de Meg foi forjada por ela própria, outros reveladores relatos sobre as macabras manobras da blogueira vieram à tona . Graças a isso, pudemos saber que várias pessoas, não apenas suspeitavam da capacidade deletéria da mulher, como sabiam e preferiram calá-la .
Houve quem calou por ter com Meg comprometimento maior do que seria conveniente admitir, mas houve também quem, não tendo aceito favores ou feito à Meg confissões impublicáveis, calou-se com o intuito de se resguardar . Este foi meu caso . Mesmo porque parecia que não se tinha muito a fazer diante de situações tão estapafúrdias, envolvendo uma pessoa seriamente desequilibrada, mas que, a despeito disso, tinha na blogosfera uma inacreditável legião de fãs .
Nessa época , cheguei a comentar com alguns blogueiros as razões de meu desentendimento com Meg . A maioria deles não tinha o blog SubRosa entre seus links , aconselhando-me, à ocasião, a deixar esse assunto para lá .
Antes de abandonar o "caso", entretanto, por meio de uma investigação superficial -- à qual refiro-me em meu post do dia 31/01 -- cheguei a mensagens trocadas na lista Samba e Choro, dando conta do que Meg havia aprontado antes de sua expulsão e dos danos que infligiu, posteriormente, a alguns de seus participantes .

Agora, oito anos depois, o relato que um ex-participante da Samba e Choro -- identificado como Sergio -- vem deixando em vários blogs, traz ainda mais luz sobre a passagem de Meg pela lista de discussão e os inacreditáveis detalhes da retaliação dela ao ser desligada do grupo.
Esse depoimento é, a meu ver, um dos mais esclarecedores (e estarrecedores) sobre os acintes já cometidos por essa pessoa, e varre, de uma vez, dúvidas que ainda se poderia ter sobre a sua índole nociva .

Destacarei alguns trechos aqui, esperando que essa história não seja esquecida sob uma pá de cal e, mais, continue nos alertando que, para que a blogosfera seja mais do que esse terreno pantanoso que, amiúde é, precisamos ir ao encontro e conhecer melhor as pessoas que lêem e linkam nossos blogs e de quem aprendemos a gostar -- antes de jurarmos de pés juntos que por elas colocaríamos as duas mãos no fogo .

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Por Sergio (Excertos de comentários deixados no blog Pensar Enlouquece, em 05/02/2007) :

"(...) A primeira vez que soube da personagem que assina como “Meg” foi muito antes da existência de blogs, numa das listas de discussão mais antigas da internet brasileira, a lista do Samba e Choro. Nessa mensagem de 18 de março de 1999 (http://www.samba-choro.com.br/s-c/tribuna/samba-choro.9903/0796.html), “Meg” se apresentou à lista e, a partir daí, passou a ser uma das mais assíduas no envio de mensagens. Sempre simpática, cumulando os assinantes de elogios e deferências, em pouco tempo cativou a muitos, passando a trocar correspondência em privado com eles.
Fui uma dessas pessoas. Também cativado por alguém muito gentil e que se apresentava como gravemente doente, cheguei a receber telefonemas de “Meg”, como outros também receberam. Muitos foram os que passaram a se considerar “amigos virtuais” da personagem, uma expressão nova naquele fim dos anos 90. Numa semelhança impressionante com o que ocorreria anos depois com outras pessoas, já na “era blog” (ver, por exemplo, o depoimento da Zel em http://www.zel.com.br/), a personagem telefonava, mandava presentes como livros, CDs e bombons de cupuassu.
Na lista, “Meg” acabou por se desentender com o webmaster e foi desligada, depois de ter postado mensagens com diversos nomes diferentes, ora a cunhada, ora o amigo, sempre com as justificativas mais estapafúrdias para o fato de personagens diferentes utilizarem o mesmo IP. Numa ocasião, declarou-se à beira da morte, sendo embarcada para os Estados Unidos. Tudo isso, notem, oito anos antes dessa “morte” agora anunciada.
Tão cativante era “Meg” que muitos indignaram-se cm sua expulsão da lista, permaneceram a ela solidários e “amigos virtuais”. Alguém tão simpático, bajulador e merecedor de pena não poderia ser uma má pessoa.
Algum tempo depois, diversas dessas pessoas do círculo de amizades virtual de “Meg” passaram a receber mensagens estranhas, ameaçadoras, revelando intimidades de suas vidas. Cartas chegavam pelo correio, detalhes íntimos e constrangedores de alguns eram relatados a outros. Relacionamentos foram abalados e amizades desfeitas. Descobriu-se que senhas de email tinham sido capturadas através de “cavalos de Tróia”.
Ainda que sem provas concretas de que ela fosse a responsavel, eu e outras pessoas rompemos com “Meg” e passamos a ignorar suas mensagens, inclusive uma na qual a cunhada (que estaria nos EUA, mas com IP de Teresópolis...) narrava a agonia de “Meg”. Também de forma muito semelhante ao que relata Zel (http://www.zel.com.br/), passou a ocorrer toda uma chantagem emocional, com comentários através de “amigos” outros quanto à ingratidão e insensibilidade daqueles que se recusavam a socorrer a amiga em dificuldades.
Passaram os anos, “Meg” criou um blog que se tornou famoso, cativou centenas, ou milhares, de amigos e admiradores, graças a sua gentileza e sensibilidade, e provocou comoção ao noticiar sua morte. Como no passado, isso se deu, ao que tudo indica, junto com a invenção de personagens que supostamente corroboravam tudo. Coisa de quem tem todo o tempo e toda a doença do mundo, para se dedicar integralmente a cativar e enganar os outros (...) "








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Apesar de o bom senso e de meu apreço à discrição gritarem para que eu não me manifeste, permitirei-me escrever algumas linhas sobre o assunto .

Há pouco mais de três anos, tive sérios motivos para me desgastar com essa pessoa . Sei de outras pessoas que também tiveram . Pessoas, é bom que se diga, que ousaram um contato mais profundo do que via-blogs . Pessoas que, como eu, acreditavam-na dona de uma saúde muito frágil (ela tem , segundo sei, idade aproximada à de minha mãe, algo em torno dos 60) e viram nela alguém afável -- frise-se : por um tempo curtíssimo e enquanto não se teve ensejo para uma confrontação com sua verdadeira índole .

Com os episódios recentes, confirmou-se : seu séquito é formado, basicamente, por pessoas que nunca a viram ou que pouquíssimo conviveram com ela .

Para administrar uma existência virtualmente e, de quebra, amealhar tantos seguidores mundo afora, talvez não se precise mais do que tempo sobrando para navegação contínua e distribuição de agrados na medida certa (atitude à qual o Dennis D. aludiu em comentário no blog da Cora) . Mas, quando real e virtual se misturam e uma das pessoas sente-se inepta para viver inteira/íntegra também na esfera do real, aí tudo se complica .

E lá vamos nós, renitentes em manifestar-nos sobre esses estranhíssimos acontecimentos . Comecei, agora vou em frente .

Reputo como preâmbulo de meus contatos com essa pessoa um mal-entendido . Comprei-lhe a antipatia - fui saber tempos depois - quando fiz um post, refutando outro que ela fizera em seu blog . Segundo me recordo, nesse post a tal senhora afirmava não menos que peremptoriamente que Baudrillard seria um apólogo da revolução virtual . Já perto do final de nossos contatos, em uma conversa por telefone, vim a saber que ela lera meu post pouco após eu publicá-lo e por seu tom percebi que o desagrado por ser contestada do modo como o fiz ficou-lhe a latejar por todo o curto tempo de nossos caudalosos diálogos .

Àquela altura (do post sobre Baudrillard), não nos linkávamos e, pouco depois, algumas coincidências pareceram diluir aquele mal-entendido inicial.
Ingressei na PUC do Rio em 1984, pretendendo habilitar-me em Antropologia . Meu pai foi transferido para Belém em seguida (1985) e lá ingressei na UFPA . Entre as disciplinas que cursei como aluna de Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará havia pelo menos duas do departamento de Filosofia : Introdução à Filosofia (não me recordo do nome do professor, mas devo ter essa informação nas pastas com conteúdo programático das faculdades pelas quais passei) ; a outra disciplina era "História da Filosofia", ministrada pela professora Angela Maroja (já falei sobre ela aqui).
Agora, em meio a todo alarido e a poeira que se levantou, surgem elementos para explicar por que conversamos tão pouco sobre nossas experiências na UFPA -- eu como aluna, ela como professora .

Deixei de me comunicar com essa senhora depois do episódio da deleção do blog de um dos participantes do Collectanea . Sobre esse assunto, que a envolvia diretamente, algumas pessoas, sabedoras de suas "oscilações de ânimo" , seguiram a linha do "abafar" o caso ; entre estas , houve as que, mesmo menos assíduas , continuaram postando no blog -- que chegou a reunir mais de vinte participantes . Houve, ainda, quem parecesse sequer suspeitar de que algo anormal ocorria . Coincidentemente ou não, todos os reveses havidos ali se deram a partir do momento em que essa pessoa iniciou sua participação . A sobrevida do Collectanea, penso, se deveu aos que, sabiamente, continuaram a se expressar, passando ao largo de rusgas e do que ia nos "subterrâneos" .

E agora, o que há por trás de toda essa situação ? Uma pessoa padecendo de distúrbio mental ? Alguém com sérias falhas de caráter ? Francamente, essas não são dúvidas sobre as quais me debruce . A essas questões os membros de seu séquito, certamente -- ora dividido entre estupefato e enfurecido -- , saberão responder (conforme, ao que parece, já vêm tentando fazer) .

Depois de me aborrecer mais do que deveria ter-me permitido, no fundo, achava que as feitas e desfeitas dessa senhora um dia viriam à tona. Não vou resistir a parafrasear o dito ultra-batido: enganar todos por todo o tempo é tarefa para lá de hercúlea . Como se viu , nem a propalada "raríssima inteligência" da ex-professora de filosofia poupou-a de ser enredada nas próprias armadilhas .

A que ponto pode ir a superficialidade das relações por aqui ! Acho estranhíssimo que nunca se tenha suspeitado que não é de agora que a mulher e seus "heterônimos" aprontam . Uma pesquisa a uma conhecida lista de discussão sobre samba e choro (período 2000-2002) seria bastante elucidativa sobre o que a personagem e seus múltiplos são capazes de fazer . Devo confessar que andei desperdiçando meu instrumental jornalístico com algo que deveria ter ido para o limbo (com toda a decepção, tristeza e raiva sentidas) quando , em meados de 2003, removi determinado link deste blog.

Ainda mais do que já julgava naquela ocasião, penso que não devo me envolver com essa história . Desta feita, sublinho, meu envolvimento não irá além do que aqui escrevo .
Mais do que confortar-me , impressiona-me o fato de que a farsa tenha começado a ser desmontada justamente por aqueles que viam nessa pessoa apenas qualidades .

A despeito do que podem fazer depreender as experiências aqui relatadas, sempre senti-me excessivamente refratária às relações travadas no virtual . Agora, encontro outros tantos motivos para reforçar minha cautela . O certo é que continuo aberta a uma convivência saudável além-da-web com aqueles que linkam este blog -- muitos dos quais conheço apenas virtualmente -- e, claro, com meus outros leitores .

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sábado

Alvíss@ras



É sempre uma satisfação encontrar pessoas dispostas a ampliar as possibilidades de interação na WEB ...  

... Indiferentes ao aval dos auto-intitulados pioneiros, à aquiescência do cultuado teórico, à bênção da "matriarca", ao ok do " síndico", à simpatia da dona-de-casa aspirante à escritora, à aprovação do compilador de links... Oh, sim ! Para o meu, o seu, o nosso espantado regozijo, existem rebeldes -- como no melhor espírito das "flash mobs " -- inteligentes e criativos , deste lado da blogosfera. Experimentem, para variar, um passeio além das cercanias :-) .


BTW, a segunda edição do " Flash Blog " , acontece , logo mais , no " Funny Valentine " .

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domingo

Blogs no Estadão


A matéria da Angélica ( antiga colaboradora da Verve e de quem a Valéria foi colega no ' Estadão' ) já está no ar.

Dividida entre duas de minhas zil facetas -- nesse caso particular : a aficionada por cibercultura e a -- , não me furtei a fazer sugestões ( bem o sabem os que receberam o e-mail abaixo :-)


"( ... ) Aqui quem tecla é a Adriana Paiva ( autora do 'Periplus' e do ' Foco Seletivo ' :-) .
A colega -- repórter do 'Estadão' -- Angélica Freitas está elaborando uma matéria sobre blogs . Tomei a liberdade de indicá-lo como fonte / personagem .
Ela procura blogueiros residentes em São Paulo -- que se disponham , tb , a posar para as fotos que ilustrarão a reportagem ( ... ) "


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A primeira pessoa , entretanto, que pensei em indicar como fonte e grande conhecedora do chamado "blogverso" foi a Cláudia Letti . Além de " blogar " desde a primeira "grande vaga" surgida no Brasil , a Cláudia sempre pareceu-me uma pessoa despreocupada em relação a estatísticas de acesso , "selos de qualidade" e outras premiações duvidosas . Sem contar que, além de ter um blog bacana , relaciona-se bem com todos , nessa peculiaríssima -- e nem sempre pacífica -- rede "blogger" .

Uma pena que nem todas as pessoas sugeridas tenham tido a oportunidade de contar sua experiência . A repórter, contudo , não descarta a possibilidade de que essa matéria ganhe uma "suíte" :-) .

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> Outros blogs citados na matéria : " Ah, Bravo Figaro !" -- " Copy & Paste " -- "Não Discuto" -- " The Chatterbox " .
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Não deixem de ler ( e , por obséquio, adquiram um exemplar do jornal na banca mais próxima ) : "Diário na internet : 300 mil brasileiros já têm um" --- "Revolução da rede pública completa 10 anos" (Angélica Freitas) e "
Acesso à web e a blogs estourou durante a guerra no Iraque" (Adriana Carranca) .



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sábado

Pensando sobre a "descoberta", generosamente partilhada pela Cláudia, com os leitores de seu "Palavra Aberta" :

Tenho preferido assim , desvelar-me aos poucos. Minha fase afeita a excesso de luz e alarido dista alguns anos .

Engraçado ser referida por outrem nos termos em que referimo-nos a nós mesmos.
Minha apresentação ( no alto, à esquerda ) é absolutamente fiel às minhas (heterodoxas) experiências e ao meu atual estado de ânimo . Mas, vê-la reproduzida , ipsis-litteris , no "Palavra Aberta", causou-me uma certa estranheza.
Pasmo pelo sem-pasmo.
Timidez superada, rubor desvanecido . Antevejo que se explicará a uns poucos o "reducionismo " que, preguiçosa e jocosamente, aplico-me . Minha trajetória não-linear não facilita-ME.


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Parafr@seando : Perdoem os tímidos ; às vezes, eles não sabem o que fazem :-)



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terça-feira

Bendita Aldeota !


Eis que chego ao Wagner, através da Rosana, que em seu blog arrisca conhecer "70%" das pessoas que cito em meus relatos sobre Brasília.
Trocamos e-mails e descobrimos que as coincidências vão além. A Rosana (nascida em Campo Grande -MS, cidade onde também morei) , além de ser orientanda do Wagner (de quem também recebi orientação em alguns projetos tocados na FAC , nos idos de 89/90) , conhece pessoas com quem convivi fora da UnB . Até o ponto onde fomos nesse revival, descobrimos que ambas conhecemos o Webster (meu professor de violão, na época da 112 sul) , a Verinha (namorada dele), Glória (grande amiga da Verinha) e Cristiano (marido da Glória) .

Claro ! E tem ainda o Dennis (que conheci na FAC em 89), a Lara e a Cláudia (fomos colegas em algumas disciplinas de Cinema)
Olha, transcorrida mais de uma década que não os vejo, suas feições vêm-me à memória sem grande esforço. Soube, pela Rosana, que os quatro estiveram juntos ontem.

Da equipe que trabalhou em projetos no curso de Cinema , lembro-me , também, da Marcela e do Sérgio Cobelo que, na época, preparava-se para ir estudar em Cuba.

Gente ! Muito bacana saber de vocês !



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quarta-feira

"Simulacros, ciúmes e covardia"


A extraordinária capacidade humana para a mesquinharia sempre me assustou.

Não acreditei na mensagem que deixaram no mural do "Caderno Mágico".
A pessoa, auto-identificada como "a verdade", num texto repleto de ofensas e absurdos outros, pretende fornecer instruções acerca de como elaborar um "blog padrão".

Já tive o desprazer de conhecer espécimes do gênero (homo pusillanime). O tipo humano em questão costuma não admitir a existência de nada que se afigure mais interessante do que o concebido por ele. Agora, o que afigura-se-lhe o último grau do intolerável é ter de testemunhar o reconhecimento da competência alheia ; aplausos e elogios dispensados a outros que não ele.

O psicanalista Renato Mezan e o jornalista Zuenir Ventura (entre tantos outros autores) escreveram livros com abordagens interessantes sobre esse sentimento cuja designação não ouso grafar aqui.
Não deixa de ser ilustrativo, contudo, registrar que sua raíz latina (in-videre) significa "não-ver". Por extensão : NÃO querer ver.

Recentemente, passei a lidar com a delicada questão da seguinte maneira :

Admitir que não disponho de subsídios para ajudar esses atormentados é o primeiro passo. Ignorá-los, o segundo .

Dennis, não se aborreça . A criatura não merece uma linha sequer de quote .
Continue escrevendo para os que o lêem de mente aberta .

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A propósito ,

Quanta gente desperdiçando horas na Internet, ao invés de destiná-las a uma boa terapia.
Manifestar-se nos weblogs (listas, fóruns & afins) deve produzir, eventualmente, algum benefício de ordem psicológica.
Mas, fazer da WEB (como alguns que conheço) foro principal para a administração das próprias mazelas e exposição das alheias é o poço.

[Adriana Paiva ]



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domingo

Blogs Visados




"Gente de Todos os Tipos " ( Censura Idem )

Apenas recentemente , soube o nome do blog mantido por um dos jornalistas que estiveram na coletiva no "Twin Towers" .

Segundo se comentava em uma mesa do Iate Clube de Londrina , alguns posts publicados no weblog teriam sido o estopim de sua demissão de um grande jornal paranaense . Duvidei .

Esclareceu-se mais tarde, no entanto , que opiniões que ele emitira ali sobre a demissão de um colega , teriam chegado ao conhecimento da direção do jornal.

O rapaz , que , em um post frontal , expunha as razões pelas quais julgava injusta a saída do outro jornalista , acabou tendo a mesma sorte.

Pouco mais de um mês depois do ocorrido, o repórter paulista continua atuando no Paraná . Mantém coluna em um veículo que tem entre seus colaboradores um repórter de política que foi colega da Valéria, na época "Vale do Paraíba".


[ Adriana Paiva ]




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segunda-feira

Há lições que apesar de serem-nos transmitidas muito cedo, levamos quase uma existência para absorver.
Trago comigo, há anos, um alerta de Marguerite Yourcenar : "as grandes vozes de nossa vida atravessam um período de silêncio até nos atingirem " . Em várias ocasiões pude experimentar a procedência dessas palavras.
Recordo-me das vezes em que, em face de sinais eloquentes, eu prossegui incólume.
Entre as muitas vozes de minha vida, uma fez-se recorrente: "Afaste-se de pessoas que não têm nada de bom para falar sobre a própria família . Suspeite . Afaste-se" .

O eco cessou . Acomodou ensinamentos muitos.

Hoje, aprendi a acatar mais uma de minhas limitações. Sem culpas, desculpas, evasivas : Não tenho qualquer aptidão para lidar com desequilibrados . Não tolero nenhuma espécie de "carente nocivo". Não tenho o dever de tolerar. Não preciso aprender a coexistir.

SIM . Que façam-no os iniciados, os estudiosos do comportamento , os padres, os aspirantes a uma quota no paraíso, os evoluídos.

O meu quinhão, hei de descobrir.




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