quarta-feira

Blogosfera - Um caso de morte forjada


Demorou

Algo mais sobre a mulher e seus heterônimos


Providencial que não se tenha acatado o decreto para colocar-se um ponto final na história "morte e não morte de Meg".

Um parêntese: Antes de me estender sobre o assunto, vou pedir aos leitores do Periplus, sem maior intimidade com o que se convencionou chamar de 'blogosfera' , que leiam o relato completo dos fatos no blog do Alexandre Inagaki . Eu, por minha vez, teci considerações sobre o acontecido , um post atrás .

Depois da, por assim dizer, investigação levada a cabo pelo Inagaki, que concluiu que a morte anunciada de Meg foi forjada por ela própria, outros reveladores relatos sobre as macabras manobras da blogueira vieram à tona . Graças a isso, pudemos saber que várias pessoas, não apenas suspeitavam da capacidade deletéria da mulher, como sabiam e preferiram calá-la .
Houve quem calou por ter com Meg comprometimento maior do que seria conveniente admitir, mas houve também quem, não tendo aceito favores ou feito à Meg confissões impublicáveis, calou-se com o intuito de se resguardar . Este foi meu caso . Mesmo porque parecia que não se tinha muito a fazer diante de situações tão estapafúrdias, envolvendo uma pessoa seriamente desequilibrada, mas que, a despeito disso, tinha na blogosfera uma inacreditável legião de fãs .
Nessa época , cheguei a comentar com alguns blogueiros as razões de meu desentendimento com Meg . A maioria deles não tinha o blog SubRosa entre seus links , aconselhando-me, à ocasião, a deixar esse assunto para lá .
Antes de abandonar o "caso", entretanto, por meio de uma investigação superficial -- à qual refiro-me em meu post do dia 31/01 -- cheguei a mensagens trocadas na lista Samba e Choro, dando conta do que Meg havia aprontado antes de sua expulsão e dos danos que infligiu, posteriormente, a alguns de seus participantes .

Agora, oito anos depois, o relato que um ex-participante da Samba e Choro -- identificado como Sergio -- vem deixando em vários blogs, traz ainda mais luz sobre a passagem de Meg pela lista de discussão e os inacreditáveis detalhes da retaliação dela ao ser desligada do grupo.
Esse depoimento é, a meu ver, um dos mais esclarecedores (e estarrecedores) sobre os acintes já cometidos por essa pessoa, e varre, de uma vez, dúvidas que ainda se poderia ter sobre a sua índole nociva .

Destacarei alguns trechos aqui, esperando que essa história não seja esquecida sob uma pá de cal e, mais, continue nos alertando que, para que a blogosfera seja mais do que esse terreno pantanoso que, amiúde é, precisamos ir ao encontro e conhecer melhor as pessoas que lêem e linkam nossos blogs e de quem aprendemos a gostar -- antes de jurarmos de pés juntos que por elas colocaríamos as duas mãos no fogo .

. . . . .

Por Sergio (Excertos de comentários deixados no blog Pensar Enlouquece, em 05/02/2007) :

"(...) A primeira vez que soube da personagem que assina como “Meg” foi muito antes da existência de blogs, numa das listas de discussão mais antigas da internet brasileira, a lista do Samba e Choro. Nessa mensagem de 18 de março de 1999 (http://www.samba-choro.com.br/s-c/tribuna/samba-choro.9903/0796.html), “Meg” se apresentou à lista e, a partir daí, passou a ser uma das mais assíduas no envio de mensagens. Sempre simpática, cumulando os assinantes de elogios e deferências, em pouco tempo cativou a muitos, passando a trocar correspondência em privado com eles.
Fui uma dessas pessoas. Também cativado por alguém muito gentil e que se apresentava como gravemente doente, cheguei a receber telefonemas de “Meg”, como outros também receberam. Muitos foram os que passaram a se considerar “amigos virtuais” da personagem, uma expressão nova naquele fim dos anos 90. Numa semelhança impressionante com o que ocorreria anos depois com outras pessoas, já na “era blog” (ver, por exemplo, o depoimento da Zel em http://www.zel.com.br/), a personagem telefonava, mandava presentes como livros, CDs e bombons de cupuassu.
Na lista, “Meg” acabou por se desentender com o webmaster e foi desligada, depois de ter postado mensagens com diversos nomes diferentes, ora a cunhada, ora o amigo, sempre com as justificativas mais estapafúrdias para o fato de personagens diferentes utilizarem o mesmo IP. Numa ocasião, declarou-se à beira da morte, sendo embarcada para os Estados Unidos. Tudo isso, notem, oito anos antes dessa “morte” agora anunciada.
Tão cativante era “Meg” que muitos indignaram-se cm sua expulsão da lista, permaneceram a ela solidários e “amigos virtuais”. Alguém tão simpático, bajulador e merecedor de pena não poderia ser uma má pessoa.
Algum tempo depois, diversas dessas pessoas do círculo de amizades virtual de “Meg” passaram a receber mensagens estranhas, ameaçadoras, revelando intimidades de suas vidas. Cartas chegavam pelo correio, detalhes íntimos e constrangedores de alguns eram relatados a outros. Relacionamentos foram abalados e amizades desfeitas. Descobriu-se que senhas de email tinham sido capturadas através de “cavalos de Tróia”.
Ainda que sem provas concretas de que ela fosse a responsavel, eu e outras pessoas rompemos com “Meg” e passamos a ignorar suas mensagens, inclusive uma na qual a cunhada (que estaria nos EUA, mas com IP de Teresópolis...) narrava a agonia de “Meg”. Também de forma muito semelhante ao que relata Zel (http://www.zel.com.br/), passou a ocorrer toda uma chantagem emocional, com comentários através de “amigos” outros quanto à ingratidão e insensibilidade daqueles que se recusavam a socorrer a amiga em dificuldades.
Passaram os anos, “Meg” criou um blog que se tornou famoso, cativou centenas, ou milhares, de amigos e admiradores, graças a sua gentileza e sensibilidade, e provocou comoção ao noticiar sua morte. Como no passado, isso se deu, ao que tudo indica, junto com a invenção de personagens que supostamente corroboravam tudo. Coisa de quem tem todo o tempo e toda a doença do mundo, para se dedicar integralmente a cativar e enganar os outros (...) "








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