sábado


Blogosfera


Não mais por hipérboles


Se a mulher nada mais é do que vítima de acusações descabidas, em suma, de monstruosa injustiça -- como alguns, certamente, crêem --, por que, então, as pessoas que agora a "ajudam" não podem ter seus nomes revelados ?

Pensem bem, meus caros, um dos motivos da suposta "discrição" não seria a natureza da ajuda?

Que vexatório, não, se se descobrisse que aquele(a) blogueiro(a) que agora "aparece em jornais" (sonho mal-disfarçado de muitos), se presta a servicinhos próprios de capatazes e estafetas ?
Pode-se facilmente supor o tipo de auxílio solicitado por uma pessoa que todos sabem ser manipuladora, dada a fazer intrigas e promover discórdia .

Por que as pessoas se prestam a isso : a ser títeres nas mãos de uma mau-caráter notória ?
O rabo preso (abomino a expressão, mas vai ela mesmo) implicaria débito maior do que os nada inocentes bombons de cupuaçu ?

Medo?! Li depoimentos, blogosfera afora, dando conta de que as pessoas a temem . Soa ridículo, mas faz um bruto sentido . Penso no que ocorreu comigo . Na época do Collectanea, quando me enchi das tentativas de manipulação e me vi na saia justa de nada poder fazer no caso do blog deletado , uma das ameaças que recebi dessa mulher foi a de que se eu comentasse com outros blogueiros (então, aqui linkados), o que ela havia aprontado, ela me "queimaria no blogverso" (sic) .
Para vocês verem como a criatura deita e rola no apoio recebido dos "bondosos" (penso que alguns, verdadeiramente, o sejam) , para vocês avaliarem como esse "respaldo" (em muitos casos, suspeito) dá à mulher uma desmesurada sensação de poder .

Bem, a ameaça em questão pareceu-me mesmo pífia . Não era "blogverso"(sic) o que me preocupava . Temi -- ingenuamente, agora penso -- por não poder dimensionar o poderio maligno dessa pessoa (para quem ainda não leu, vale buscar se informar sobre as barbaridades ocorridas na Samba & Choro; aqui, se fala sobre o assunto) .
Muito antes disso, já ouvíamos falar de incontáveis casos de pessoas que foram prejudicadas por dementes que agem na Internet . Temi por minha família, por minha empresa . Temi .

Situação pretérita, enfatizo . Tomei uma decisão bem séria . Nesses casos de vileza explícita, não falarei mais por metáforas .

Os participantes da lista "Samba e Choro", prejudicados por essa pessoa, ao que parece, não levaram o caso adiante . Eu, de meu lado, deixo claro : se algum prejuízo me for infligido, não pensarei duas vezes em processar os envolvidos .

Enquanto ela ficar lá, produzindo seu "nada cúbico" (tomo de empréstimo a expressão de outro consternado com a eterna volta da bibliotecária), enquanto ela ficar lá, sem causar danos ... ora, que fique ; não vou pôr em questão o gosto de ninguém (que confundam habilidades ganhas na práxis bibliotecária com erudição - se informação, por si só, fosse poder os blibliotecários já teriam dominado o mundo, não é, William Gibson? - ou que vejam sensibilidade aguda na mais espalhafatosa cafonice) . Agora, o que eu chamo de "complacência para com os sem-ética", bem, tenho fé de que essa percepção também venha a se adensar naqueles que de fato importam .

Sei que o tom é duro . E, francamente, não gosto de usá-lo (quem me conhece sabe em que nível de saturação eu me encontro quando o adoto), mas tudo isso que tardei tanto em extravasar, precisa ficar registrado aqui .


* * *

Claro, há males providenciais !

[ Excerto de correspondência II ]

(Sobre por que, de 2002 para cá, o espectro de 'elos' e leitores do Periplus ampliou-se, tornando-se imensuravelmente mais interessante)

"(...) O que vi construir-se nesse universo que se convencionou chamar de "blogosfera brasileira" foi-me desgostando cada vez mais . Se no real, fujo de fofocas e intrigas e de gente louca por holofotes, por que admitiria "conviver" com isso no virtual ?"


* * *

* Nada Cúbico II

Eis que novamente surge a deixa para reiterar a importância da leitura deste conto modelar :

"Josefina, a Cantora ou o Povo dos Camundongos", de Franz Kafka -- esse , que foi dos mais hábeis perscrutadores das mazelas humanas .

O fiapo de voz da camundonga (pretensa diva) , no que soa de portentoso à massa de "súditos", afigurar-se-á -- a alguns -- bastante familiar .


* (Expressão usada por um meu correspondente)



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