segunda-feira

Saúde e colo de mãe


De minhas vindas ao Rio e dos temas delicados



Barra da Tijuca.

Domingo de inverno na Barra da Tijuca : Atividades para todos os gostos

Avenida Sernambetiba. Foto por Adriana Paiva

No mesmo pedaço de praia: Kitesurf, frescobol, ciclismo e caminhada
Mais Rio aqui


Tempo necessário


Nos últimos dois anos, minhas vindas ao Rio tornaram-se mais freqüentes . Desta vez, contudo, os motivos não são os mesmos que me trouxeram nas outras ocasiões -- lazer, rever família , compromissos profissionais, etc..

Acho complicado usar do espaço de blogs e assemelhados para falar de assuntos pessoais dessa natureza.

Mas julguei importante trazer à luz - também para conter conjecturas em andamento - as verdadeiras razões de minha estada mais longa no Rio de Janeiro.
Antes de vir para cá passar a presente temporada na casa de meus pais, estive internada em São Paulo .
Os motivos (resumidíssimos) da minha internação por pouco mais de 15 dias: complicações decorrentes de uma anemia aguda. Meu hemograma, àquela altura, apresentava taxas inacreditáveis . No exame colhido no início da internação, a hemoglobina estava em 4.1 g/dL -- quando o saudável mínimo gira em torno de 12.0 g/dL . O chamado valor referencial para mulheres fica entre 12.0 g/dL e 16.0 g/dL .

A história sobre a anemia e seus desdobramentos todos é longa e chata. Resumo-a também: tenho vários miomas uterinos que, se não tratados com medicamento adeqüado, ocasionam sangramento contínuo. Pois esse sangramento me levou a sofrer um AVC isquêmico em junho deste ano. Afora por um problema pontual na fala, que me obriga a sessões de fonoaudiologia, não tive maiores sequelas.
Até que eu esteja pronta para a cirurgia de remoção dos miomas, a cada 28 dias (período que coincide com o ciclo menstrual) , preciso voltar ao ginecologista para mais uma dose de injeção . Esse tratamento, diferente de outros tantos tentados, conteve a hemorragia .

Sinto-me mais à vontade para falar do assunto, agora, que estou praticamente curada da anemia .
No último exame de sangue (feito no dia 6 de agosto ), a hemoglobina havia subido a animadores 12.9 g/dL . A notícia, claro, me deixou eufórica.
Meu ginecologista no Rio -- sou atendida por outros 2 em São Paulo --, inclusive , autorizou-me a parar com os enjoativos comprimidos mastigáveis de Noripurum (ferripolimaltose + ácido fólico).

É fato que estando perto de minha mãe, cuido-me melhor . Ela me dispensa tratamento tal como se eu nunca tivesse saído de casa. Posso dizer que também graças a esses cuidados , estou quase totalmente restabelecida .

Adoro São Paulo. Não há cidade onde me realize tanto . Mas lá, vinha levando uma vida corrida e bastante desregrada. Em São Paulo, quando não me valia de "deliverys" , saía quase todo os dias para refeições fora. Minha fissura por novidades (gastronômicas, inclusive) não vinha sendo muito saudável . Estava carecendo, é certo, de alimentação mais equilibrada. Às vezes, mergulhava tão fundo em meus afazeres profissionais, que esquecia de me alimentar.

Este período no Rio tem sido decisivo para meu restabelecimento . E a continuar nesse ritmo alentador, a cirurgia de remoção dos miomas - que farei em São Paulo - deve acontecer antes do que se planejava (final de outubro).

Penso que em meados de setembro já estarei pronta para retornar à alucinante Paulicéia.

Urca, Rio de Janeiro

Acima, bairro da Urca com Cristo Redentor ao fundo. Registro feito em janeiro de 2008, depois de consulta em uma das clínicas onde faço tratamento quando estou no Rio.


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sábado






Abdiquei de uma passagem de ano ao estilo "apoteose". Já vivi quantidade suficiente delas. Em São Paulo, no Recife, e até em Brasília.

Claro que nada equiparável ao espetáculo pirotécnico que todo ano leva milhares de pessoas à "Avenida Atlântica".

Mas, mesmo este, já assisti de tantas e dispares perspectivas : da sacada do salão de festas do Forte de Copacabana às areias salpicadas de turistas e populares .

Por deliberação tomada dias antes, minha entrada de ano foi sóbria, introspectiva . Enquanto mamãe, Cris , Tiago e Luciano caminharam até a praia para ver a queima de fogos (aqui, na Barra, mais barulhenta do que vistosa ) , olhei-a, ligeiramente, da varanda e retornei às minhas "preces" . Senti-me abençoada por estar em casa, junto aos meus. Que melhor começo de ano desejar ?


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Resolvi dedicar meu primeiro dia do ano ao Tiago. Principalmente, porque sua passagem para Brasília já estava comprada e ele viajaria no dia 3 (ontem) . Na condição de tia e madrinha, desdobro-me para fruir de sua companhia no pouco tempo de que geralmente disponho .

Começamos a tarde testando o pacote de expansão do "The Sims" no lap-top da minha irmã. Depois, ficamos de farra com o Apolo ( fizemos muitas fotos dele aporrinhando a calopsita -- o Zeus ) .

À noite, mamãe nos levou de carro até a Blockbuster da Olegário Maciel , onde, naturalmente, não havia muitos filmes que o Tiago já não tivesse assistido com o Serginho ( o tio-dindo de Brasília) . Ainda assim, saímos de lá com uma cópia de "MIB II" -- que, naturalmente, sequer saiu da sacolinha.
Dali, mamãe estacionou o carro na altura do posto 5 (na direção de casa ) , porque o Ti cismou que teríamos de pular as tais "sete ondas da sorte" . Pulamos, naturalmente, bem mais de sete ondas . Tantas mais que , apesar de estarmos a pouquíssimos metros de casa, não tive pernas para voltar .
E lá fomos nós, às gargalhadas , enlameando ( de leve ) o carro novo da "Vó Ita".

Grande dia !! Que o resto do ano venha repleto de momentos como esses , de simples, mas genuína alegria .

O mesmo, naturalmente, desejo a vocês .


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Ilustração : Claudine Hellmuth

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